Durante esta IDF, a Intel resolveu falar um pouco mais sobre os seus próximos processadores, os Nehalem, que chegarão embalados por uma nova arquitetura integrada por processadores gravados em 45nm (o Toc, em relação ao Tic que foi o Penryn). Sendo assim, foi possível descobrir que, da mesma forma como o Penryn mobile, o Nehalem também se beneficiará de um modo Turbo. Esta tecnologia prevê o aumento das freqüências de um ou dois núcleos (no caso de um quad-core), enquanto que os núcleos restantes mantêm o TDP definido para o processador. Isso permitirá aumentar a performance de aplicações monothread ou que não exploram todos os cores/threads presentes.
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O Nehalem quad-core terá a sua disposição 8 threads, graças ao retorno do Hyperthreading. Em linhas gerais, o HT permite que as diferentes partes da CPU trabalhem em diferentes tarefas simultaneamente. Ainda não existem maiores informações sobre como este novo chip fará isso, pois a Intel ainda não quer falar sobre a forma como a freqüência será gerenciada. No entanto, é preciso destacar que o Nehalem é integrado por um controlador de memória DDR3 de 3 canais, o que implica no desaparecimento do conceito de FSB que hoje nós conhecemos. Um pouco parecido com o Athlon 64, um chip que quando surgiu não utilizava mais um FSB e sim uma linha Hyper-Transport. O máximo que se sabe é que a Intel utilizará “Bins” que são mais ou menos equivalentes ao coeficiente multiplicador e um outro fator multiplicador que no momento teria um ciclo de clock de 133MHz. Este último foi chamado de QuickPath Interconnect (QPI) e ele unirá os processadores, os jogos de componentes e a memória do sistema. De acordo com a Intel, este QPI oferece um barramento de memória superior ao dos atuais Core 2 Duo.
Alguns elementos que nós acabamos de mencionar, evidentemente, ainda precisam ser confirmados. Mas o que se sabe é que o Nehalem vai estrear um novo socket, que ele será integrado por um jogo de instruções SSE 4.2 e que as versões que utilizarão o “Turbo Mode” já são conhecidas: os processadores Intel Core i7 para desktop e o Nehalem-EP para servidores. A Intel também pretende colocar em produção, no segundo semestre de 2009, outros modelos: para o setor de servidores extensíveis (Nehalem-EX), para a informática sedentária (Havendale e Lynnfield) e para a informática nômade (Auburndale e Clarkdale).
Em termos de freqüência, a Intel também não falou muito, mas na apresentação de Pat Gelsinger com o Cinebench, o chip estava rodando a 3.2GHz. Os nossos colegas do Matbe.Com também puderam ver em outra apresentação um Nehalem em overclock trabalhando a 4GHz. Eles também puderam ver o interior do gabinete utilizado e segundo eles, o calor gerado por esta configuração era bem grande. Durante esta apresentação, alguém lhes disse que colocar 4 módulos de memória sobre uma configuração Nehalem reduzia um pouco a performance e por isto nesta apresentação foi mostrada uma máquina composta por 3 módulos. Esta redução de performance se deve ao fato de que o controlador de memória DDR3 é de 3 canais.
No que diz respeito ao cache, a arquitetura Nehalem quad-core desktop começará a sua carreira com 2×64 KB de cache L1 core, com 256 KB de cache L2 por core e 8 MB de cache L3 unificado. Para os que ainda não sabem, este será um quad-core nativo, o primeiro da Intel, enquanto que a AMD foi a primeira companhia a oferecer este tipo de processador com o seu Phenom. O Nehalem deverá chegar no último trimestre deste ano, mas os modelos definitivos e, obviamente, os preços, ainda não são conhecidos…









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agosto 22nd, 2008 at 0:06
[...] Original post by Jader França [...]
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